sábado, 27 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
O SOLDADO DESCONHECIDO!
Além do além...
Um cão molosso...
Roendo um osso...
De uma caveira,
Que encravada permanecia
Na fina espada...
Cruel e fria...
E até sorria...
A sua maneira.
Além do além...
Foi bom soldado...
De livre agrado...
Foi pra batalha...
Morreu na luta
Da ambição...
Sangrenta e bruta
Da ilusão...
Da mente falha.
Além do além...
Um pai estóico...
Do ato heróico...
Foi esquecido...
Do próprio gesto
definitivo...
Que já no resto...
Golpe indigesto
Não foi esquivo...
Nem convencido.
Além do além...
Fez sua história
De pouca glória...
Mas de respeito...
Não há ninguém sensacional
Que faça o bem...
Que faça o mal...
Do mesmo jeito.
Além do além...
Só há saudade...
E uma vontade...
De ter carinho...
Viver os sonhos
Interrompidos...
Dos filhos inconhos,
Recém-nascidos...
No leito-ninho.
Além do além...
Um rosto imundo,
De corte profundo
Sugando a vida...
Talvez incauto...
Ou descuidado
E nesse auto...
Foi golpeado...
Da mortal ferida.
Além do além...
Morreu calado...
Um bom soldado...
Não teme a morte,
Prantos nos olhos
Contemplativo...
Mas sem refolhos,
E ainda vivo...
Tentou ser forte.
Além do além...
Inane caveira...
Que rato esconde
Ninguém responde
Não teve fulcro...
Solicitado...
E seu sepúlcro
Foi escavado..
Sabe Deus onde.
Além do além...
Virou boato...
De conto e lenda
Fantasma de senda
Em noites sombria
Não teve campa...
Em merecimento...
Nem galgou lampa,
Pelo sofrimento...
Que sentiu um dia.
Além do além...
Seu corpo torto
Jaz sem conforto
Na hecatombe...
Funambulesca...
Antes que tombe
Na cova grotesca...
Seu corpo morto.
Além do além...
Quis dar um grito
Pra virar mito...
No mundo inteiro
Mas na garganta...
Incompreendida...
A dor suplanta
Buscando a vida...
No chão traiçoeiro.
Além do além...
Brandiu sem medo
Sua arma em punho
Neste degredo...
Morreu sem cunho...
Nenhuma medalha...
Cumpriu seu dever...
Da sorte inglória...
De ir e morrer
Sem ter vitória
Numa batalha.
Além do além...
Ninguém lhe admira
Há quem prefira...
Que seja esquecido
Até seus rumores...
Acham o cúmulo...
Não por favores...
colocar flores...
sobre o túmulo...
do soldado desconhecido.
(FIM)
domingo, 7 de agosto de 2011
...CONTINUAÇÃO!
Eis aqui vosso servo, quem sustém, o vosso eleito!
Purificado como o ouro, em forno ardente de fogo...
Ajuda-me a atingir a estatura de um varão perfeito,
Para que eu esteja aos seus pés, em constante rogo.
Leva-me, como o pastor leva sua ovelha nos braços!
Sem permitir que seu corpo frágil, toque no sólo...
Cura minhas feridas, e seus mais eminentes traços,
Guardando-me em segurança, no calor do seu cólo.
Arruma meu leito Senhor, na palha macia do feno!
Como a ti fizeram, num tempo que já bem longe vai
Deixa eu me imaginar, como a ti quando pequeno...
Cercado de amor e carinho, de sua mãe e de seu pai.
Senhor! faz-me ouvir tua voz, todo o dia de manhã!
Para que meu dia seja feliz, e meu corpo descanse,
Não permitas que nessa terra, a minha vida seja vã...
E os meus pés de te seguir, um certo dia se canse.
Guia-me ó Deus! por uma vereda tranquila e plana!
Vivifica-me Senhor, em prol da verdade e da justiça,
Ilumina meu caminho, com a luz que de ti emana...
Retendo em mim, o amor e a paz que ainda viça.
(FIM)
Purificado como o ouro, em forno ardente de fogo...
Ajuda-me a atingir a estatura de um varão perfeito,
Para que eu esteja aos seus pés, em constante rogo.
Leva-me, como o pastor leva sua ovelha nos braços!
Sem permitir que seu corpo frágil, toque no sólo...
Cura minhas feridas, e seus mais eminentes traços,
Guardando-me em segurança, no calor do seu cólo.
Arruma meu leito Senhor, na palha macia do feno!
Como a ti fizeram, num tempo que já bem longe vai
Deixa eu me imaginar, como a ti quando pequeno...
Cercado de amor e carinho, de sua mãe e de seu pai.
Senhor! faz-me ouvir tua voz, todo o dia de manhã!
Para que meu dia seja feliz, e meu corpo descanse,
Não permitas que nessa terra, a minha vida seja vã...
E os meus pés de te seguir, um certo dia se canse.
Guia-me ó Deus! por uma vereda tranquila e plana!
Vivifica-me Senhor, em prol da verdade e da justiça,
Ilumina meu caminho, com a luz que de ti emana...
Retendo em mim, o amor e a paz que ainda viça.
(FIM)
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